Pages

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O reencontro de Marlon Bendini e Edson Rosa

Um dos dias mais marcantes da minha curta carreira no jornalismo esportivo. Era 14 de fevereiro de 2007. O Marcílio Dias foi goleado em casa por 4 a 1 pelo Guarani, de Palhoça, quando os times disputavam o Catarinão. No primeiro tempo daquele jogo, os visitantes foram para o vestiário vencendo por 2 a 1. O gol de honra marcilista foi marcado pelo meia Edson Rosa, revelado pela base do clube, quando o jogo estava 2 a 0 e a torcida vaiando o time. Na comemoração...

Na comemoração, Edson Rosa colocou as mãos nos ouvidos e correu em direção à torcida, naquele gesto indicando "quero ouvir". A torcida vaiou ainda mais. Eu era repórter de campo da Rádio Conceição FM 105.9, de Itajaí, e peguei a seguinte declaração do meia marcilista. "A vaia da torcida faz o meu futebol crescer". E ele foi para o intervalo sem voltar para a segunda etapa.

Indignado com a atitude de seu camisa 10, o técnico do Marcílio Dias na época, Tonho Gil, disse na volta do vestiário. "Precisa falar porque eu tirei ele?". A substituição não deu muito certo. O Marcílio perdeu o jogo por 4 a 1. Mas, antes do apito final, o então presidente do clube Marlon Bendini pegou sua caminhonete e saiu do estádio soltando fumaça, aos 37 minutos do segundo tempo.

Na última sexta-feira, Edson Rosa e Marlon Bendini voltaram a se encontrar. O jogador como camisa 10 do Camboriú e o cartola como gerente de futebol do Marcílio. Dessa vez, Marlon saiu do estádio, o Robertão, feliz da vida com a vitória marcilista por 2 a 1.

Tem coisas que ficam na memória, mesmo.

Um comentário:

  1. Boa, Marcelo. Legal a lembrança. Boa sorte com o Blogol aê.

    Abraço.

    ResponderExcluir